sexta-feira, 29 de março de 2013




Longe do hoje, em um lugar qualquer, me vejo agradecendo a mim mesma por não ter insistido no que não valia a pena.
Diferente do que sou agora, com menos medo dos finais, e na consciência a paz de quem sabe desistir do que já está perdido.
Me enxergo andando devagar, sem pensar no destino, sentindo o caminho.
Minhas certezas não existirão mais.
Minhas verdades amanhã serão outras.
Meus amores mal resolvidos já estarão arquivados como experiência.
Só. Eu e o vazio-bonito que é não amar ninguém.
Karla Tabalipa

terça-feira, 19 de março de 2013



Olha, eu não sei direito o que sinto por você. Por que precisamos nomear os sentimentos? É bom estar ao seu lado, nós nos divertimos juntos, adoro o seu abraço, gosto de ficar pertinho, ouvir sua voz ao telefone, fazer coisas simples e bobas como olhar no fundo dos olhos, ganhar um pedaço de lasanha do seu garfo, sentir seus dedos ajeitando aqueles fios de cabelo que insistem em atrapalhar a minha visão e te ver de forma inteira, completa. O meu sentimento não precisa de nome, só precisa ser verdadeiro, assim como o seu.

Clarissa Corrêa

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ele abraça, dá beijo e faz cafuné!
Impossível não amar!

quarta-feira, 6 de março de 2013



O que eu faço com essa vontade de encurtar essa distância em um piscar de olhos? De abraçar por horas, sem dizer nada e com um beijo te dizer tudo que milhares de poemas não conseguiriam dizer...


Porque mesmo longe, você é mais presente do que qualquer outro cara do mundo.
E porque eu me sinto tão clichê cada vez que falo de você, e me pego repetindo as mesmas coisas mil vezes, simplesmente porque tudo que eu queria falar eu já falei. Meu coração pede atitudes. Pede seu colo e o seu silêncio. O seu olhar que diz tanto. O seu sorriso pertinho do meu...
Sou tão sua. E você me tocou, assim mesmo, sem encostar, mais do que qualquer outro cara que já dividiu a cama comigo...
Paz e desassossego. Vontade de ir embora, vontade de te procurar... vontade.

Tão sua sem ser....

Karla Tabalipa


Pra mim a felicidade é pequenininha, e cabe inteirinha dentro do meu abraço.
Acorda sorrindo, e falando sem parar. Tem no olhar a pureza de quem não sabe o que é maldade. E na cabecinha milhares de perguntas.
Mãozinhas que mexem em tudo de forma desajeitada.
E uma vontade gigante de ler todas as palavras do universo.
Pra mim a felicidade tem cheirinho de chulé e chocolate.
Gosta de comer na hora errada e almoçar leite com achocolatado.
Quer ser piloto, professor de escrevinhar, médico pra furar a testa das pessoas, e procurador de ossos de dinossauros.
A felicidade pra mim, está na animação da pixar, que o DVD não cansa de exibir.
Nos livros cheios de gravuras e histórias onde o impossível não existe.
No abraço gostoso em um dia feio.
Felicidade é ter um amor que a gente sabe que nunca vai acabar.
Que diz mil vezes que me ama, e (com toda força do mundo) eu sei que posso acreditar.
Felicidade tem nome, (o meu) sobrenome, usa boné e chuteira e tem o sorriso mais lindo do (meu) mundo.


Karla Tabalipa

Ele me fez pisar em estrelas. Flutuar no olhar dele, e adormecer entre sorrisos e coração. E um dia, puxou a nuvem que estava sob meus pés, e me deixou no chão. Um tombo maior que o voo, que me fez esquecer o quanto a vista é bonita lá de cima. 
Criei raízes em forma de medo. Me prendi ao que eu chamei de segurança e outros chamavam de solidão.
Aí veio alguém e regou minhas tristezas com palavras bonitas, e atitudes que condiziam com elas.
Floresci dentro do abraço daquele moço. 

Alguns chamam de novo amor. 

Eu chamo de amor verdadeiro.

Karla Tabalipa
 
Eu pedi ao tempo para aquietar a saudade, e adormecer a vontade de você.
Eu coloquei nas mãos dos dias a responsabilidade de me fazer esquecer.
Distraí pensamentos, inventei novos amores, fingi que acabou.
Demorei pra perceber que não se pode enganar o amor...

E o meu 'nunca mais' só durou até ver o seu sorriso de novo.



Karla Tabalipa

Depois de tantos tombos e recomeços, eu sacudi a poeira da alma, e passei a valorizar os pequenos momentos felizes, lembrando sempre de todas as sortes que eu tenho.
A sorte de poder enxergar as cores do mundo, de conseguir me curar de todas as dores em que tenho tropeçado. E de ter a certeza de que as alegrias pesam muito mais do que os momentos ruins.
Volta e meia "dou uma limpa" no coração e varro de lá as mágoas, as lembranças que pesam, as tristezas que teimam em cutucar minha felicidade.
‘Não foi, porque não era pra ser’: é quase um mantra. ‘E o que tiver que ser, virá’: uma certeza.
Quem magoa e supervaloriza seus defeitos, não tem mesmo que ficar. Quem agride, mente e  julga, nem merece ser ouvido.
A gente tem que parar com a mania de se contentar com pouco, por medo do nada.

Porque o bonito da vida, é ter sorrisos pra contar.
K.

segunda-feira, 4 de março de 2013



"Sou uma caminhante na estrada do aprendizado do amor. Às vezes, exausta, eu paro um pouquinho. Cuido das dores. Retomo o fôlego. Depois, levanto e, seduzida, enternecida pelo chamado, cheia de fé, eu prossigo. Um passo e mais outro e mais outro e mais outro, incontáveis. Sei de cor que não é fácil, mas sei também que é maravilhoso olhar para o caminho percorrido e perceber o quanto a gente já avançou, no nosso ritmo, do nosso jeito, um passo de cada vez."

sábado, 2 de março de 2013



Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras. O que não pode é se subtrair. O processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca É, a gente ESTÁ (...)
Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa. (...) A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos. A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa. Tal como as consequências. (...)
Que o medo não tenha tanto poder sobre nós... E que não fiquemos condicionados por experiências anteriores - há sempre uma oportunidade de surpresa, mas teremos que estar abertos a isso.
Nada é tão definitivo.

Marla de Queiroz