"Intelectuais se aprumam, pigarreiam e começam a
responder dizendo “Veja bem…” e daí em diante é um blablablá teórico que tenta
explicar o inexplicável. Poesia serve exatamente
para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada
metrópole. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para
evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para
fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum
assombro, sem nenhum encantamento."
Martha Medeiros

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