domingo, 7 de abril de 2013
Eis que novamente surge aquela fome doida de ti. O apetite súbito que intumesce o sexo e abarrota o corpo de hormônios safados. Uma vontade atroz de tê-lo entre os braços, coxas, seios, entrelinhas, entre as flores do meu vestido pela metade do corpo. A saudade de nós dois, nossos corpos tontos e ensandecidos pela febre que nos deixa afoitos e quase aflitos, mas que não nos apressa. A querência tão familiar e sempre inédita.
E me recordo de quando te recebo e acolho dentro: no espaço febril do meu ventre onde nem eu tenho acesso, e que você transita com a naturalidade de quem passeia pelo próprio quarto...
E novamente surge essa fome doida de ti nessa cama cheia de nós, dos nossos laços e do espaço que sobra, entrelaçados que ficamos entre os lençóis. E a vontade de flutuar pelos ares, nos teus braços, no abraço eterno.
Porque nesse encontro do seu corpo com o meu desejo e do seu desejo com o meu corpo, há essa explosão: DE-LÍRIOS.
Marla de Queiroz
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