quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Aos amigos, velhos e novos, que neste Natal tenhamos muuuuitos laços afetivos, laços de amizade e abraços de quintana!
"Meu Deus!!! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
uma fita dando voltas!!!
Enrosca-se, mas não se embola, vira revira, circula e pronto:
está dado o laço.
É assim que é o abraço:coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço, no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que acontece? Vai escorregando... devagarinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo o que é sentimento.
Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho,mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas andas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade!!!
E quando alguém briga, então se diz: romperam- se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!!!"


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

E porque eu gosto de começar e encerrar o dia agradecendo por tudo, por nada, por respirar...
Agradeço ao Meu Poder Superior e a Todos os Meus Guias de Luz por atrair para a minha vida o que me faz crescer. Por me dar coragem de cumprir certos desligamentos emocionais para que eu me sinta leve, saudável e consciente do meu valor como mulher e ser humano. Agradeço por extirpar da minha vida tudo que me impede de andar ou me faz postergar meus avanços. Tudo que me tire o foco das minhas prioridades, da minha responsabilidade e da disciplina que preciso ter para tentar exercer com assertividade as funções às quais me proponho. Agradeço por me fazer enxergar quando preciso me reparar com alguém, me afastar ou, simplesmente, perdoar. Por aceitar minhas limitações e trabalhar minhas imperfeições dentro das minhas possibilidades e do meu tempo. Agradeço por contribuir de alguma forma com a beleza do mundo: escrevendo, produzindo, amando, vivendo, enfim, cumprindo minha missão com honestidade. Agradeço por ter a criatividade que promove meus bons momentos. Por valorizar os meus amigos, por saber que certas dores fazem sentido, que certos “sins” são mais nocivos que um “não”.
Agradeço por dormir e acordar sempre com este transbordamento de GRATIDÃO.

Marla de Queiroz

domingo, 22 de setembro de 2013

 Eu pensei que pudesse esquecer certos velhos costumes, eu pensei que já nem me lembrasse de coisas passadas.
Eu pensei que pudesse enganar à mim mesma dizendo que essas coisas da vida em comum não ficavam marcadas.
Não pensei que me fizessem falta umas poucas palavras dessas coisas simples que dizemos antes de dormir.
De manhã um "bom dia", na cama a conversa informal, o beijo, depois o café,os carros, o jornal.
Os costumes me falam de coisas e fatos antigos.Não esqueço das tardes alegres com nossos amigos.Um final de programa, fim de madrugada, o aconchego na cama, a luz apagada.Essas coisas só mesmo com o tempo se pode esquecer.
Então eu me vejo sozinha, como estou agora e respiro toda liberdade que alguém pode ter.De repente ser livre até me assusta, me aceitar sem você, certas vezes me custa.Como posso esquecer dos costumes se nem mesmo me esqueci de você?...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013



Não era amor, era o seu sorriso implorando pra virar poesia.

Era o desejo sem cura de ser só sua. Era a música que foi trilha dos momentos mais lindos que passei com você.
Não era amor, era uma saudade que nunca dormia, um beijo que demorava, um abraço com cheiro de paz.
Eram as mãos dadas, os olhares que diziam tudo, e a sua língua passeando em mim.
Não era amor, era um sentimento que ninguém podia mudar, nem substituir, nem significar.

Era adormecer ao seu lado, cabeça no seu peito, amanhecer nós dois.

Era a linha tênue entre o meu quadril e as suas vontades, entre a sua barba e as minhas coxas, entre a minha boca e o seu corpo inteiro.
Era dormir pensando, e acordar querendo ainda mais. Planejar momentos, passar o dia com você no pensamento.
Não era amor, era paz e desassossego.
Era te sentir perto, mesmo quando longe. Era o seu cheiro em mim.
Era a beleza de uma história sem rótulos e sem promessas, movida por um querer que jurei que não teria fim.
Era você renovando a minha fé no amor, mesmo depois de terem me dado tantos motivos pra desacreditar.

Não era amor.
Ainda é. (mas acabou)



Karla Tabalipa

domingo, 1 de setembro de 2013

Ela não diz e se afoga na saliva embaralhada de letrinhas que desce pela garganta. Ela não diz e tem azia porque o estômago queima com cada frase que gostaria de ter cuspido (em você) pra evitar a acidez. Ela não diz e você continua caminhando ao lado dela, como se o mundo fosse perfeito e como se ela não se destruísse por dentro, não se abalasse com as formas erradas com que as coisas vão indo e escondesse tudo num resumo mal feito e mal simbolizado quando diz que tá tudo bem.
Ela não fala pra você, mas ela sente. E não sabe que tem culpa das coisas continuarem as mesmas justamente porque não diz e não diz porque tem medo de mudar demais as coisas. Paradoxo indesejado. Não foi o que pediu no menu de entrada. Dá o jeito e limpa o que quase escapa da boca dela com o guardanapo. Se entope de alguma bebida ou d’alguma desculpa pra não deixar sair de novo. Você nem desconfia e talvez seja disso que ela esteja morrendo internamente: da sua falta de desconfiança dos sinais dela. Da falta de percepção milimétrica de quem confessa com as olheiras que tem chorado, de quem repuxa os lábios num sorriso mecânico como quem diz que é fachada, mas você não acha que. Ela vai bem, obrigada, mas não vai coisíssima nenhuma. Ela fica e vai ficando chateada, magoado, doída por dentro, ainda que você a chame de doida. Pelos surtos psicóticos do nada – só é do nada pra você. Pra ela a coisa tem história, registro e motivos suficientes pra dar voz ao silêncio. Mas ela não fala.
Ela não grita e não olha mais nos seus olhos pra segurar o forte desejo de despejo esganiçado que arranha as cordas e arranha o peito e arranha esse amor bonito que vocês poderiam ter caso ela dissesse. Vive num futuro-mais-que-perfeito-que-nunca-vem sentindo a sua ausência prazerosamente presente que desdenha dela porque não sabe. Você não sabe e ela não diz. Não te conta das coisas que ela escreve sobre você num velho moleskine-diário-agenda-papel-de-pão onde faz de conta que as coisas acontecem e lá ela diz, te diz, me diz, grita e não se esganiça berrando que. Tão evidente que nem precisaria rabiscar indireta, desejar boa noite repetidas vezes a você sem letra ou melodia do Skank cantando em neon que a sorte te sorri e você não sorri de volta e vê que ela te. Não te diz e eu aposto, aposto contigo hoje ou amanhã, aposto que um dia ela ainda decreta a própria alforria e põe a boca no trombone-alto-falante-teu-ouvido e cochicha baixinho todas as coisas que ela não diz e que você nunca quis ver.
Ou talvez ela se cale pra sempre e cultive o silêncio. Firme, forte e piedosamente bela num suplício sentimental que ecoa pelo restaurante, pelos jantares que tem com você, pelo mesmo pedido de sempre no cardápio em que nunca intervém na sua escolha. E convenha ao silêncio calmo e educadamente bonito como convém à etiqueta (motivada por tudo o que tinha a dizer e não lhe disse).

Daniel Bovolento

domingo, 18 de agosto de 2013



“Que Deus ouça também as preces que lhe dirijo quando me parece que eu não acredito em mais nada. Quando sou incapaz de ver qualquer coisa além do foco onde coloco a minha dor. Quando não consigo articular meus pensamentos nem entrar em contato com alguma doçura que me faça lembrar das coisas que realmente nos movem. Quando não lhe dirijo nenhuma prece. Nem com palavras. Nem com um sorriso enternecido quando dou de cara com uma flor. Com um pôr-de-sol. Com uma criança. Com uma lua cheia. Com o cheiro do mar. Com o riso bom de um amigo. Que ele me ouça com o seu ouvido amoroso e me acolha no seu coração, porque é exatamente nesses momentos que eu não consigo ouvi-lo em mim.”

Ana Jácomo

domingo, 14 de julho de 2013



Hoje, pela primeira vez eu chamei B. de MEU AMOR. Foi tão espontâneo que nos espantamos simultaneamente, mas depois o sorriso dele foi se alargando até encostar no meu.

Nunca voltei mais cedo para casa por causa de B., mas hoje eu tive muita vontade de encompridar o nosso tempo juntos: sempre tão descontinuado pela crueldade de um despertador que nos desabraça na hora mais delicada do nosso chamego.

B. nunca foi insistente ou invasivo. B. não quer namorar a poeta, B. me trata como musa e aprecia o que escrevo, ele quer namorar o ser humano inteiro. Ele me olha como pessoa: e nisto percebe todas as minhas fragilidades e as palavras que o meu silêncio mastigou. Conhece minha mandíbula trincada de raiva, minhas infantilidades, o meu ego atuando, e um jeito independente demais que, ele sabe, é pura autodefesa.

B. me desmorona com sua maturidade de chegar junto, de bancar a história, de saber calar quando me altero e de ser assertivo quando se sabe inofensivo. B. não discute, vai embora e volta para me dar tempo de reavaliar minha impetuosidade e de autoanalisar minhas palavras cuspidas. Ele volta quando o meu abraço é sincero, imaculado.

Mas ele faz isso apenas porque nos continuamos sem subtrações. Somos tão lúdicos juntos e o que nos agregamos com a especialidade de cada um é ímpar. Nossa troca é justa, é pura, é deliciosamente nossa. Nosso “estar junto” é um bem-estar único.

Hoje, pela primeira vez, eu chamei B. de MEU AMOR. E, nós sabemos, foi isso que ele se tornou.

Marla de Queiroz 


Trago no corpo
Cicatrizes subcutâneas.
Trago no olhar
Uma tristeza subterrânea
Que o meu sorriso
Se empenhou
Em aniquilar.

Eu nunca fui vítima de nada
Mesmo quando me afoguei
Por não saber nadar.
Eu escolhi o mergulho
E corri o risco
De vivenciar minhas emoções
Em alto mar.

Trago na alma
Alegrias decorrentes
De uma parca memória.
Tenho um passado pesado
Mas reescrevi minha história.

Trago no peito
Apenas amor, gratidão.
A vida me ensinou
Que sobreviver à derrota
É uma grande vitória:
Superação.


Marla de Queiroz 

sexta-feira, 12 de julho de 2013



Então os anos passam e você entende que boa parte de tudo que sonhou não vai acontecer. A maturidade te obriga a pagar contas, ter emprego fixo e garantir o fundo de garantia para uma velhice tranquila. Aos poucos, a bagagem dos sonhos começa a pesar e decidimos ir abandonando as vontades pelo caminho.

Mudamos nossas atitudes e nos conformamos com o que a vida nos reservou. Alguns sentam e lamentam, outros relaxam e continuam querendo. Eu faço parte da segunda categoria. Posso adormecer um sonho, mas vira e mexe vou até ele e mostro que ainda estou aqui.

Outras vezes finjo que esqueci da sua existência, mas o amarro bem perto pra ele não fugir. Muitos sonhos vão sobrevoar nossa vida e aqui do chão parecerão impossíveis de serem alcançados.

Mas eu não desisto e estendo meu braço. Além disso, os obstáculos do cotidiano vão cortar as asas do nosso pensamento fazendo muito do que queremos tornar-se impossível. É verdade, pode ser que eu de fato não consiga chegar até eles, mas a confiança já faz de mim uma pessoa bem melhor.


Fernanda Gaona


Alguém para nos completar. Essa idéia é implantada em nossa mente desde que nascemos. Vivemos uma espera sem fim por algo que nunca vem. Isso porque aprendemos a nos basear em idéias quase sempre vazias. Deixamos de viver o nosso todo para esperar por um pedaço de alguém.

Queremos que o irreal se torne concreto e que a pessoa dos sonhos se materialize em nossa frente. Acho muita responsabilidade exigir que alguém nos complete. Eu sou da teoria que precisamos de alguém que já venha inteiro.

Porque a pessoa que vem inteira sabe respeitar espaços, a pessoa que se sente completa aceita que você não é igual, e principalmente, a pessoa que aprendeu a totalidade sozinha sabe que dividir algo com você não implica em nenhuma perda para ela.

Acredito que a troca no relacionamento só é completa quando cada um é inteiramente proprietário das suas ações. E que não é a metade da laranja que faz você ser completo, mas as lições que você aprende durante sua incompletude. Essas sim serão imprescindíveis e farão você dividir completamente tudo que existe dentro de você.

Fernanda Gaona


Mais do que na força das palavras, eu acredito no poder das atitudes. Na grandeza dos gestos. Nas sutilezas das ações. Guarde seus dizeres para utilizá-los depois que fizer. Eles serão apenas um complemento.
Palavras quando não andam sincronizadas com nossos pés, não chegam a lugar algum. Não dizem absolutamente nada.
É na coerência das ações que a gente se encontra e o outro nos reconhece.
Ninguém pode viver preso em um discurso.

Ou seja,

Seja!

Fernanda Gaona

Novamente em paz... Sem os resquícios dos ecos do teu cheiro, sem a cor da tua voz tatuada na partitura dos meus desejos.
Tudo que ouço de ti é oco e nada mais recende em mim naquela cor avermelhada que me arrepiava inteira e me deixava insone.
Novamente em paz, sem saudade alguma do sorriso que você plantava no meu rosto ou daquela cara de choro que ficava quando dizia que não viria inaugurar comigo aquele dia.
Estou em paz, sem querer você, numa relação intensa de compromisso com a alegria, tomando banhos demorados pra apagar do meu corpo, sem ternura, o restinho das suas digitais.
Nada me afaga mais do que o cuidado que tenho tido comigo, nada me alegra mais do que o tempo todo que me sobra e que antes eu guardava pra esperar por você... em vão.
Sem ansiedade.
Retirei do pronome a posse e a mania de ser proprietária. Nada que vem de você me comove, excita ou machuca.

Estou em paz... novamente.

Marla de Queiroz

É que têm dias que a gente sente que algo por dentro está se alargando: eis o crescimento. E um filme passa na memória, muitas histórias do seu ser antigo. Um enredo comprido, cumprido. E todas as emoções se enfileiram para serem amadurecidas. Você está morrendo, você está na transição de ser Outro. Mas é tão confuso que fica dolorido, é um desvendar-se fundo, luto que pede desapego para agradecer e se despedir do ser findo. E cada minuto dura anos que se acoplam no seu rosto, no seu corpo, no que recém-nasce parecendo ser mais velho, mas é só um ser vivido, ainda moço: substituindo o que havia em você e que agora está morto.

É que têm dias que a gente não consegue se dar conta de que está prestando contas com o Destino. A mudança parece brusca, mas foi tão sutil e contínua que parecia nula. E a alma vai buscando mais espaço, pois a evolução interna estica a pele da percepção para que caiba a sabedoria. E, repentinamente, a gente vira adulto e tira o luto. E aprende a brincar feito gente grande: a gente compreende que crescer doeu, matou várias ilusões, extirpou algumas companhias, mas nos ensinou a paciência, o discernimento e a escolher viver inteiramente dia após dia.

Marla de Queiroz

domingo, 7 de abril de 2013



Eis que novamente surge aquela fome doida de ti. O apetite súbito que intumesce o sexo e abarrota o corpo de hormônios safados. Uma vontade atroz de tê-lo entre os braços, coxas, seios, entrelinhas, entre as flores do meu vestido pela metade do corpo. A saudade de nós dois, nossos corpos tontos e ensandecidos pela febre que nos deixa afoitos e quase aflitos, mas que não nos apressa. A querência tão familiar e sempre inédita.

E me recordo de quando te recebo e acolho dentro: no espaço febril do meu ventre onde nem eu tenho acesso, e que você transita com a naturalidade de quem passeia pelo próprio quarto...

E novamente surge essa fome doida de ti nessa cama cheia de nós, dos nossos laços e do espaço que sobra, entrelaçados que ficamos entre os lençóis. E a vontade de flutuar pelos ares, nos teus braços, no abraço eterno.

Porque nesse encontro do seu corpo com o meu desejo e do seu desejo com o meu corpo, há essa explosão: DE-LÍRIOS.

Marla de Queiroz

sexta-feira, 29 de março de 2013




Longe do hoje, em um lugar qualquer, me vejo agradecendo a mim mesma por não ter insistido no que não valia a pena.
Diferente do que sou agora, com menos medo dos finais, e na consciência a paz de quem sabe desistir do que já está perdido.
Me enxergo andando devagar, sem pensar no destino, sentindo o caminho.
Minhas certezas não existirão mais.
Minhas verdades amanhã serão outras.
Meus amores mal resolvidos já estarão arquivados como experiência.
Só. Eu e o vazio-bonito que é não amar ninguém.
Karla Tabalipa

terça-feira, 19 de março de 2013



Olha, eu não sei direito o que sinto por você. Por que precisamos nomear os sentimentos? É bom estar ao seu lado, nós nos divertimos juntos, adoro o seu abraço, gosto de ficar pertinho, ouvir sua voz ao telefone, fazer coisas simples e bobas como olhar no fundo dos olhos, ganhar um pedaço de lasanha do seu garfo, sentir seus dedos ajeitando aqueles fios de cabelo que insistem em atrapalhar a minha visão e te ver de forma inteira, completa. O meu sentimento não precisa de nome, só precisa ser verdadeiro, assim como o seu.

Clarissa Corrêa

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ele abraça, dá beijo e faz cafuné!
Impossível não amar!

quarta-feira, 6 de março de 2013



O que eu faço com essa vontade de encurtar essa distância em um piscar de olhos? De abraçar por horas, sem dizer nada e com um beijo te dizer tudo que milhares de poemas não conseguiriam dizer...


Porque mesmo longe, você é mais presente do que qualquer outro cara do mundo.
E porque eu me sinto tão clichê cada vez que falo de você, e me pego repetindo as mesmas coisas mil vezes, simplesmente porque tudo que eu queria falar eu já falei. Meu coração pede atitudes. Pede seu colo e o seu silêncio. O seu olhar que diz tanto. O seu sorriso pertinho do meu...
Sou tão sua. E você me tocou, assim mesmo, sem encostar, mais do que qualquer outro cara que já dividiu a cama comigo...
Paz e desassossego. Vontade de ir embora, vontade de te procurar... vontade.

Tão sua sem ser....

Karla Tabalipa


Pra mim a felicidade é pequenininha, e cabe inteirinha dentro do meu abraço.
Acorda sorrindo, e falando sem parar. Tem no olhar a pureza de quem não sabe o que é maldade. E na cabecinha milhares de perguntas.
Mãozinhas que mexem em tudo de forma desajeitada.
E uma vontade gigante de ler todas as palavras do universo.
Pra mim a felicidade tem cheirinho de chulé e chocolate.
Gosta de comer na hora errada e almoçar leite com achocolatado.
Quer ser piloto, professor de escrevinhar, médico pra furar a testa das pessoas, e procurador de ossos de dinossauros.
A felicidade pra mim, está na animação da pixar, que o DVD não cansa de exibir.
Nos livros cheios de gravuras e histórias onde o impossível não existe.
No abraço gostoso em um dia feio.
Felicidade é ter um amor que a gente sabe que nunca vai acabar.
Que diz mil vezes que me ama, e (com toda força do mundo) eu sei que posso acreditar.
Felicidade tem nome, (o meu) sobrenome, usa boné e chuteira e tem o sorriso mais lindo do (meu) mundo.


Karla Tabalipa

Ele me fez pisar em estrelas. Flutuar no olhar dele, e adormecer entre sorrisos e coração. E um dia, puxou a nuvem que estava sob meus pés, e me deixou no chão. Um tombo maior que o voo, que me fez esquecer o quanto a vista é bonita lá de cima. 
Criei raízes em forma de medo. Me prendi ao que eu chamei de segurança e outros chamavam de solidão.
Aí veio alguém e regou minhas tristezas com palavras bonitas, e atitudes que condiziam com elas.
Floresci dentro do abraço daquele moço. 

Alguns chamam de novo amor. 

Eu chamo de amor verdadeiro.

Karla Tabalipa