domingo, 7 de abril de 2013



Eis que novamente surge aquela fome doida de ti. O apetite súbito que intumesce o sexo e abarrota o corpo de hormônios safados. Uma vontade atroz de tê-lo entre os braços, coxas, seios, entrelinhas, entre as flores do meu vestido pela metade do corpo. A saudade de nós dois, nossos corpos tontos e ensandecidos pela febre que nos deixa afoitos e quase aflitos, mas que não nos apressa. A querência tão familiar e sempre inédita.

E me recordo de quando te recebo e acolho dentro: no espaço febril do meu ventre onde nem eu tenho acesso, e que você transita com a naturalidade de quem passeia pelo próprio quarto...

E novamente surge essa fome doida de ti nessa cama cheia de nós, dos nossos laços e do espaço que sobra, entrelaçados que ficamos entre os lençóis. E a vontade de flutuar pelos ares, nos teus braços, no abraço eterno.

Porque nesse encontro do seu corpo com o meu desejo e do seu desejo com o meu corpo, há essa explosão: DE-LÍRIOS.

Marla de Queiroz

sexta-feira, 29 de março de 2013




Longe do hoje, em um lugar qualquer, me vejo agradecendo a mim mesma por não ter insistido no que não valia a pena.
Diferente do que sou agora, com menos medo dos finais, e na consciência a paz de quem sabe desistir do que já está perdido.
Me enxergo andando devagar, sem pensar no destino, sentindo o caminho.
Minhas certezas não existirão mais.
Minhas verdades amanhã serão outras.
Meus amores mal resolvidos já estarão arquivados como experiência.
Só. Eu e o vazio-bonito que é não amar ninguém.
Karla Tabalipa

terça-feira, 19 de março de 2013



Olha, eu não sei direito o que sinto por você. Por que precisamos nomear os sentimentos? É bom estar ao seu lado, nós nos divertimos juntos, adoro o seu abraço, gosto de ficar pertinho, ouvir sua voz ao telefone, fazer coisas simples e bobas como olhar no fundo dos olhos, ganhar um pedaço de lasanha do seu garfo, sentir seus dedos ajeitando aqueles fios de cabelo que insistem em atrapalhar a minha visão e te ver de forma inteira, completa. O meu sentimento não precisa de nome, só precisa ser verdadeiro, assim como o seu.

Clarissa Corrêa

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ele abraça, dá beijo e faz cafuné!
Impossível não amar!

quarta-feira, 6 de março de 2013



O que eu faço com essa vontade de encurtar essa distância em um piscar de olhos? De abraçar por horas, sem dizer nada e com um beijo te dizer tudo que milhares de poemas não conseguiriam dizer...


Porque mesmo longe, você é mais presente do que qualquer outro cara do mundo.
E porque eu me sinto tão clichê cada vez que falo de você, e me pego repetindo as mesmas coisas mil vezes, simplesmente porque tudo que eu queria falar eu já falei. Meu coração pede atitudes. Pede seu colo e o seu silêncio. O seu olhar que diz tanto. O seu sorriso pertinho do meu...
Sou tão sua. E você me tocou, assim mesmo, sem encostar, mais do que qualquer outro cara que já dividiu a cama comigo...
Paz e desassossego. Vontade de ir embora, vontade de te procurar... vontade.

Tão sua sem ser....

Karla Tabalipa


Pra mim a felicidade é pequenininha, e cabe inteirinha dentro do meu abraço.
Acorda sorrindo, e falando sem parar. Tem no olhar a pureza de quem não sabe o que é maldade. E na cabecinha milhares de perguntas.
Mãozinhas que mexem em tudo de forma desajeitada.
E uma vontade gigante de ler todas as palavras do universo.
Pra mim a felicidade tem cheirinho de chulé e chocolate.
Gosta de comer na hora errada e almoçar leite com achocolatado.
Quer ser piloto, professor de escrevinhar, médico pra furar a testa das pessoas, e procurador de ossos de dinossauros.
A felicidade pra mim, está na animação da pixar, que o DVD não cansa de exibir.
Nos livros cheios de gravuras e histórias onde o impossível não existe.
No abraço gostoso em um dia feio.
Felicidade é ter um amor que a gente sabe que nunca vai acabar.
Que diz mil vezes que me ama, e (com toda força do mundo) eu sei que posso acreditar.
Felicidade tem nome, (o meu) sobrenome, usa boné e chuteira e tem o sorriso mais lindo do (meu) mundo.


Karla Tabalipa

Ele me fez pisar em estrelas. Flutuar no olhar dele, e adormecer entre sorrisos e coração. E um dia, puxou a nuvem que estava sob meus pés, e me deixou no chão. Um tombo maior que o voo, que me fez esquecer o quanto a vista é bonita lá de cima. 
Criei raízes em forma de medo. Me prendi ao que eu chamei de segurança e outros chamavam de solidão.
Aí veio alguém e regou minhas tristezas com palavras bonitas, e atitudes que condiziam com elas.
Floresci dentro do abraço daquele moço. 

Alguns chamam de novo amor. 

Eu chamo de amor verdadeiro.

Karla Tabalipa